Metodologia
Metodologia do Radar: dados, qualidade, ranking e histórico
A metodologia foi desenhada para transformar dados dispersos em uma triagem organizada. O objetivo é acompanhamento educacional, não recomendação individual.
Fluxo do Radar
- Coleta diária de dados de ações BR, ações dos EUA e FIIs.
- Validação de qualidade e confiabilidade das informações.
- Enriquecimento secundário quando a base não atinge o padrão mínimo.
- Ranking por score, respeitando tipo de ativo e setor.
- Composição das carteiras do dia e salvamento histórico.
- Acompanhamento de performance contra IBOV, S&P 500 e IFIX.
Exemplo prático
Se um FII tem preço, DY, P/VP e retorno 12M válidos, ele pode entrar na base de ranking. Se faltam dados relevantes, o Radar tenta buscar fontes adicionais ou reduz a confiança antes de publicar.
Erros comuns
- Olhar só o Top 10 sem entender risco e setor.
- Comparar carteiras diferentes com benchmarks incompatíveis.
- Usar performance passada como promessa de resultado futuro.
- Tratar score como ordem de compra, venda ou manutenção.
Controles de confiança
A metodologia usa camadas de validação: coleta primária, checagem de qualidade, enriquecimento secundário quando necessário, limiar mínimo de dados por tipo de ativo e salvamento histórico de rankings e carteiras.
Fontes e política de atualização
A base pode combinar arquivos oficiais da B3, séries públicas de mercado, informações de emissores e provedores como Nasdaq e Yahoo Finance. Dados fundamentalistas podem receber enriquecimento secundário quando a fonte principal não cobre um campo necessário. A origem e a data-base devem permanecer registradas para auditoria administrativa.
Preço e ranking são atualizados conforme o calendário de cada mercado. Feriados e diferenças de fechamento podem produzir datas-base distintas entre Brasil e Estados Unidos. Uma coleta incompleta não deve substituir silenciosamente a última base válida.
Como interpretar a performance
O Radar acompanha duas perguntas diferentes: como teria evoluído uma carteira mantida desde sua formação e como teria evoluído uma estratégia que seguisse as alterações publicadas ao longo do tempo. Essas séries não devem ser misturadas.
- Carteira de origem: congela os ativos indicados na data inicial e acompanha o período completo.
- Estratégia dinâmica: considera as composições vigentes em cada data e as trocas efetivamente registradas.
- Valorização: mede a variação dos preços segundo a série utilizada.
- Retorno total estimado: soma uma estimativa de renda quando ainda não há fluxo completo de proventos efetivamente recebidos por cada composição.
Um valor identificado como estimado não equivale a retorno realizado. A prova definitiva de retorno total exige os proventos efetivamente atribuídos aos ativos enquanto estiveram na carteira, uma regra explícita de reinvestimento e comparação com benchmark de natureza compatível.
O recorte histórico pode combinar composições e metodologias disponíveis em períodos anteriores. A data de início da metodologia vigente deve acompanhar o relatório sempre que isso afetar a interpretação dos 12 meses.
Registro de mudanças metodológicas
- Versão 1.1 · 16/07/2026: separação conceitual entre carteira de origem e estratégia dinâmica; esclarecimento do uso de renda estimada.
- Versão 1.0 · 22/06/2026: início do acompanhamento diário do Ranking Fundamental V1.
FAQ
O Radar salva histórico? Sim. O objetivo é acompanhar rankings, carteiras e performance ao longo do tempo.
O modelo muda? Pode evoluir, mas a metodologia documenta a lógica para manter consistência.
Os dados podem falhar? Podem. Por isso o Radar exibe confiança, valida qualidade e evita tratar base incompleta como sinal forte.
O score é recomendação? Não. O score é uma organização educacional de dados.
Por que salvar carteiras históricas? Para permitir acompanhamento de performance futura contra benchmarks compatíveis.
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